quarta-feira, 28 de julho de 2010

É engraçado que quando eu brigo com minha mãe, ela sempre fala das dificuldades e das infelicidades dela, mas quando eu me refiro as minhas ela diz que sou um ingrato. Será que mesmo depois de todos esses anos ela não não entendeu que quando digo que minha vida é horrível, não digo isso pelo que ela me dá ou deixa de dar, mas por que acho A VIDA em si horrível por si só?

Às vezes acho que é nisso que consiste minha doença realmente, numa incapacidade de ver a vida como uma coisa boa, na incapacidade de deixar de sofrer apenas pelo fato de existir e ter enfrentar um dia após o outro numa sucessão infindável de anos sem sentido nenhum.

Se um dia vou morrer e talvez deixar de existir, qual o sentido em fazer algo agora? Estou me lixando para a herança que deixarei aos que ficarem após minha morte; só teria interesse nisso se de alguma forma eu continuasse a existir e tivesse consciência daquilo que aconteceu aos que ficaram aqui. Só que nada prova que isso acontecerá. Então não vejo muito sentido na continuação da minha existência, se um dia ela terá um final.

Acho que falta magia. Desde que me entendo por gente sinto essa falta e procuro a magia. Meu interesse pelo ocultismo, esoterismo, magia, bruxaria, Deus, Deuses e Deusas (e Coelhinho da Páscoa e Papai Noel) vem desde a mais tenra idade e naquela época eu acreditei realmente em mil coisas mágicas, mas fui crescendo e vivendo e tudo que eu acreditava foi se tornando tão improvável e distante. Não estou dizendo que quando estou na piores dificuldades eu não apele para seres superiores e mim. Eu apelo, como a maioria dos seres humanos. Mas no resto do tempo, tenho tanta dificuldade em acreditar! E isso me faz uma falta enorme. Queria que a magia voltasse a ser algo possível para mim; queria ter fé.

De qualquer forma, faço a terapia e tomo meus remédios, tentando fazer o que todos fazem, que é viver sem a certeza da imortalidade, sem acreditar na magia, e achar motivação do olho do cu para fazer as coisas. Tentando, vejam bem, é diferente de conseguindo. Minha doença talvez seja falta de fé. Talvez eu precise ir ao fundo do poço para ver se um Deus se manifestará para me ajudar, se mostrará a mim, provará sua existência e tirará minhas dúvidas em relação a tantas coisas. Até um tempo atrás, eu procurava sinais de que esse Deus existe, eu o desafiava a se mostrar a mim se existisse mesmo, a provar de alguma forma que realmente existe algo além de pessoas vivendo vidas sem sentido em um mundo condenado. Até hoje tenho essa esperança.

A única coisa que eu consigo interpretar como prova da existência de um ser superior, é o próprio universo, que tem que ter sido criado por um ser inteligente, não pode ter surgido por si só. Tudo que existe tem ter tido uma origem. Uma origem antes da própria origem que a ciência remonta. Mas ele pode ter criado tudo e depois morrido. Deus pode estar morto. Ou pode ter sido tudo criado por algum ET de outra dimensão que nos vê como uma espécie de Big Brother Versão Cósmica. Existem tantas possibilidades. Por que ele não se manifesta e confirma alguma delas, ou então rejeita todas e nos explica algo?

Na verdade não existem provas irrefutáveis até hoje, existem apenas teorias passíveis de interpretação.

Mas enquanto o imaterial não se manifesta, eu me agarro ao material. Adquiro pequenas coisas materiais que me dão a sensação por algum tempo que sou feliz e a vida vale a pena (pequenos prazeres, sabem?). As últimas foram um celular de última geração e a coleção do Harry Potter. É interessante, por que quando resolvo que tenho que adquirir essas coisas elas se tornam necessidades absolutas, e qualquer problema relacionados a adquiri-las se tornam verdadeiros motivos de sofrimento e ansiedade e tristeza. Quando as consigo dá uma sensação agridoce, uma espécie de felicidade vazia, ridícula, que me faz me sentir patético por a estar sentindo e, é claro, que é efêmera, como tudo o mais na minha vida. Em breve sinto novamente o vazio da minha existência e busco algo novo para adquirir e com que tentar preencher esse vazio. Que não preenche, mas vamos fingir que sim, né?

Fico por aqui. Beijos aos que lerem.

Trazer à Luz... ››

terça-feira, 20 de julho de 2010

Adendo de Novo

Me senti culpado pelas coisas que escrevi. O meu amigo é uma pessoa maravilhosa, e eu tenho muitas características que podem ser consideradas negativas também, e no entanto, ele mesmo conhecendo todas elas, está apaixonado por mim. Na verdade tem aspectos sobre a minha pessoa que chegam a ser ridículos, coisas que me tornam realmente patético, coisas que às vezes sinto vontade de falar aqui, mas não me sinto à vontade para falar. Aqui é um lugar onde procuro escrever o que penso, como meu último post, que é formado de pensamentos daqueles que você procura não dizer a ninguém, pois coadunam com seu lado Negro. Com as sombras de sua alma. Acho que na verdade por isso que sou obcecado pela minha aparência, para tentar esconder sob uma superfície bonita toda escuridão que habita meu interior.

Mas voltando ao assunto, tem coisas sobre mim que me causam tanta vergonha que mesmo aqui não tenho coragem de expor. Coisas que você não sabe só de olhar para mim, mas que esse meu amigo convivendo comigo já sabe e mesmo assim sente por mim o que sente.

Só queria dizer isso: Eu sei que as coisas escritas no meu post são horríveis, mas eu só escrevi por que precisava colocá-las para fora em algum lugar, já que para esse meu amigo nunca pretendo dizê-las.

Não pensem que eu chego falando coisas como as que eu disse no meu post para o objeto das minhas reflexões. Tenho noção de que isso os machucaria e que não devemos machucar as pessoas sem um bom motivo.

E agora era isso. Sou mau, mas sou bom. Vocês entendem, né?

Beijos aos que lerem.

Trazer à Luz... ››

Entre Barreiras Auto Impostas e Superficialidades

Estou confuso. É em relação a aquele amigo que mencionei no meu último post, dizendo que jamais poderia amá-lo com paixão.

Esse fim-de-semana ele dormiu aqui na minha casa, como tem acontecido com freqüência, daí teve um momento muito estranho. Ele me entregou a roupas que havia usado para dormir (ele trouxe umas roupas dele para deixar aqui já que tem vindo muitas vezes) e pediu para eu depois colocá-las numa sacola e guardar no meu roupeiro. Pois é, na hora que ele me entregou as roupas, aconteceu que senti uma vontade enorme de levar as roupas ao meu rosto e cheirá-las, só para sentir o cheirinho dele (ele cheira bem). Tipo, foi um pensamento cheio de carinho e além disso, por diversas vezes eu senti vontade de poder deitar-me com ele abraçadinho, como fazemos às vezes e nesse findi não pudemos fazer.

Ok, se estivéssemos em outra época eu não estaria confuso, eu diria: Estou apaixonado por ele. Mas não consigo pensar assim.

Não sei se é por causa do que acontece desde que me separei do meu ex-namorado, o fato de eu sentir dificuldades para gostar de qualquer cara que não seja ele. Tipo, faço comparações. Sei que é errado, mas faço. Não que meu ex fosse lindo, perfeito e tal, na verdade ele nem é muito bonito, tem um rosto estranho e pontudo, é muito magro, tem os poros do nariz dilatados, cabelos grisalhos e a pele pálida como a morte. Mas eu amava ele, e no final do nosso relacionamento amava todas essas características dele, e hoje em dia, percebo que os caras que me atraem mais são os que correspondem de alguma forma a alguma dessas características. O meu amigo não tem nenhuma delas.

Meu amigo esse é baixinho (os homens mais altos que eu sempre me atraíram, e apesar do meu ex não ser alto como eu, ele pelo menos tinha 1,75m, não chegava a ser baixinho), tem cabelos pretos ou castanho escuros ( pra mim é tudo preto, e com certeza não é grisalho), pele não tão clara e tendência a ser cheinho. Sei que isso não deveriam ser defeitos, deveriam ser características, mas para mim, talvez devido a ser tudo tão diferente do meu ex, ou talvez devido a eu ser superficial mesmo, funcionam como defeitos.

E o pior, ele usa um corte de cabelo horrível e ontem eu fiquei sabendo que quem corta o cabelo dele é a mãe dele! Ou seja, eu nunca vou poder sutilmente sugerir que ele devia procurar um cabeleireiro melhor, pois estaria ofendendo a mãe dele!

Ok, confesso, sou superficial mesmo, procuro ser bonito, pinto o cabelo para deixá-lo no tom de loiro que mais me agrada, passo cremes no rosto, procuro me vestir bem, usar um corte de cabelo que acho que me favoreça e controlo minha alimentação com rigidez quase espartana para me manter no padrão imposto pela ditadura da magreza. Sou obcecado pela minha aparência. Mas o mais engraçado, é que não acho que eu seja obcecado pela dos outros (apesar do corte de cabelo dele me incomodar mesmo). Como eu disse antes, meu ex não era bonito e eu amava ele. Então não entendo por quê sempre que olho para o cabelo do meu amigo, não consigo me imaginar o namorando. Acho a idéia inadmissível. Eu ia acabar raspando a cabeça dele enquanto ele dormisse, como se eu fosse algum maluco.

Concluindo, seja por eu ser superficial ou por ele ser o oposto do meu ex, eu não consigo me imaginar apaixonado por esse meu amigo, namorando com ele e coisa e tal. Mas às vezes, sinto como se estivesse. E nós nos damos muito bem na cama. Quer dizer, estamos começando a nos dar. Antes, no início, estava acontecendo uma coisa estranha, de eu sentir repulsa na hora do sexo, não conseguia fazer qualquer outra coisa que não fosse masturbação. Na verdade isso não foi só com ele, isso aconteceu desde que me separei do meu ex, exceto quando eu transava com o próprio. Mas esse meu amigo está vencendo as barreiras, com calma e paciência, e agora até consigo fazer outras coisas sem sentir essa repulsa. Talvez seja por que já temos muito mais intimidade agora.

Ai gente, não sei o que fazer, por que além de tudo existe a possibilidade de eu simplesmente, realmente, sentir apenas uma amizade por ele. E tesão. E carinho. Mas não paixão. Ou talvez eu tenha erguido uma barreira para não me apaixonar por mais ninguém depois do meu ex, e para isso arranje os motivos mais ridículos para rejeitar alguém, apesar de no fundo estar começando a sentir algo.

E o pior, é que sob muitos aspectos (não o cabelo, com certeza) ele é exatamente tudo que eu esperava de um homem antes de conhecer o desgraçado do meu ex. Talvez se eu tivesse conhecido ele aos 20 anos, e não meu ex, minha vida fosse completamente diferente agora.

Agora vou dizer o pior: Apesar de estar confuso e saber que ele está apaixonado por mim, eu não consigo ser apenas amigo dele e deixar de dar esperanças. Nós fazemos coisas que namorados fazem e apesar de eu morrer de medo de acabar machucando ele por causa disso, não consigo parar. E talvez se um dia eu parar, ele não aceite tão bem.

Como diria meu pai, é uma sinuca de bico.

Mas gente, fico por aqui. Beijos aos que lerem.

Trazer à Luz... ››

quarta-feira, 7 de julho de 2010

Adendo

Oi, voltei. Só para dizer que em relação a meu post anterior, não é que eu pense tudo aquilo de mim o tempo inteiro. Penso aquilo mesmo, mas procuro pensar diferente na maior parte do tempo. E quando apontam em mim os defeitos que citei, nego até a morte e mando se enxergarem. Tipo, já que sei de tudo isso e tudo isso me pressiona muitas vezes, não preciso de mais gente para meter pressão também. Até por que se a minha pressão adianta pouco, a dos outros vai adiantar menos ainda. Eu produzo menos sob pressão alheia, não mais. Normalmente quando me dá um surto de superprodução, não teve pressão de mais ninguém envolvida no caso, apenas a minha sobre mim mesmo.

Também quero dizer que eu tenho alguns bons atributos, qualidades e acertos (eu disse isso no meu primeiro post nesse blog), apenas tenho muito mais dificuldades para listá-los para mim mesmo do que tenho para fazer com seus opostos. Talvez até isso seja uma qualidade minha: demasiada autocrítica. Ou não, por que assim como ela muitas vezes me faz ser bom, tem vezes que ela é meio atrasada. Eu chego a fazer a merda, logo depois a autocrítica dá as caras e eu vejo a merda que fiz, me sinto mal, sinto muita culpa, às vezes tenho dificuldade de dormir e procuro resolver. Mas nem sempre dá para resolver, né? Tem coisas irreversíveis, você fez, está feito FOREVER.

E gente, não se iludam com aquilo que eu disse sobre drogas. Digam não às drogas. Drogas matam, provocam surto psicóticos, viciam e destroem seu cérebro. Eu gosto delas sim, mas eu tenho uma doença em mim chamada dependência química, é natural que eu sinta isso por elas. Mas não é natural usá-las. Se fosse, nasceríamos com uma bagana de maconha na mão e um isqueiro.Ou sairia cerveja de um dos seios de nossa mãe e cachaça ou vinho do outro. Seria gostoso, admito, mas não é o que acontece com mães saudáveis e nem o que deve acontecer.

E era isso, tchau.

Trazer à Luz... ››

Preguiça Patológica?

Sabem, às vezes eu olho ao redor e vejo que a vida está passando, o tempo está passando, os dias estão passando, eu estou envelhecendo e sei que tudo isso é inexorável. Mas me assusta, por que apesar de tudo que eu disse, não sinto como se estivesse vivendo. Apesar de meu rosto começar a denunciar a idade que possuo, estou congelado numa adolescência eterna, onde não trabalho, ou talvez numa infância, já que nem estudar estudo. Moro com meus pais. Não tenho namorado. Tenho sexo, mas não com alguém que eu ame apaixonadamente. É alguém que amo, mas como amigo e sei que não existe possibilidade de amá-lo de outra forma. Às vezes até quero isso, mas sou incapaz. Por motivos ridículos, mas sou.

Conclusão:

Sou um adolescente confuso e vagabundo no corpo de um homem de 26 anos.

E na ampulheta, as areias do tempo não estão nem aí, continuam a se escoar.

Acho que na verdade me falta algo, é como eu tivesse sido mandado ao campo de batalha sem uma arma sequer, fraco e faminto e tivesse que lutar para ganhar a Guerra. Me olho, me analiso e sei que não sou feito do estofo de que os Vencedores são. Não tenho a matéria sólida e resistente de que os trabalhadores são constituídos. Força para lutar, resistência para trabalhar dia a dia por um objetivo sério, constância, força de vontade, ânimo, tudo isso me falta.

Sabe aquele sonho de ser tão rico que não precisa nunca mais fazer mais nada? Pois é, é o meu. Tá bom, você vai me dizer que um monte de gente sonha isso. E eu lhe direi: Só que eu sonho a sério. Imagine alguém que nem tomar banho sozinho, nem fazer a barba sozinho, nem escovar os dentes sozinho, não faria. Seria eu. É Ridículo, mas sei que seria assim, infelizmente.

PREGUIÇA PATOLÓGICA

Será que existe isso? Uma preguiça e falta de propósito que o impossibilitam até fazer as coisas mais básicas? Quer dizer, não impossibilitam, mas tornam uma espécie de tortura. Esses rituais tão simples são torturantes para mim. Sério.

É como se eu tivesse vindo ao mundo, sem a matéria prima que possibilita às pessoas viverem. Falo de VIVER de VERDADE. Lutar, cair, levantar, trabalhar, conquistar, possuir, perder, possuir mais, com seu próprio esforço, se bastar, ser independente, dar orgulho aos outros, ter orgulho de si mesmo, de suas conquistas.

Eu tenho orgulho, mas são de coisas tão insignificantes, que ele deixa de ter validade.

Será que minha vida vai ser só isso? Será que ela é uma vida digna de ser vivida até a velhice? Estou perdendo as ilusões. Nada de bom me aguarda no futuro. É por isso que penso tanto em morte. Acho que se eu me matasse, conseguisse realmente fazer isso, ir até o fim, teria sido da forma mais covarde possível, alguém extremamente corajoso e se ainda existisse algo de mim em algum lugar, esse algo teria orgulho, orgulho de VERDADE, por ter finalmente conseguido ir até o fim em alguma coisa que fez. Sentiria um sentimento de missão cumprida. Como eu disse, isso se existisse algo depois. Se você tem certeza absoluta sobre isso, parabéns, você é um felizardo. Eu não sou. Mas prefiro nem pensar ou discorrer sobre o assunto. Vamos ficar com as histórias bonitinhas de vida eterna que é menos angustiante. Não é engraçado? Não quero essa vida, mas também tenho medo de cessar completamente de existir.

Não admira que eu tenha me enamorado pelas drogas. Prefiro mil vezes o mundo da minha visão de drogado do que o que vejo hoje. É irônico que logo alguém como eu não possa usar NADA de drogas, nem álcool, nada. É por causa da doença, sabe? Se eu fumar maconha, PIMBA, surto psicótico. Se Beber, PIMBA, mesma coisa. Pelo menos tive alguns anos de diversão antes dessa proibição. Diversão que custou cara, mas tive. Tipo, de acordo com meus médicos foi a maconha que provocou meu primeiro surto. Mas a verdade é que eles não sabem com certeza se eu não teria tido o surto do mesmo jeito sem a maconha. Predisposição eu já tinha. E não vamos esquecer que eu tinha essa facilidade tão grande para viver drogado por que passei boa parte da minha vida infeliz. Ou melhor, parte do tempo esfuziante, outra parte pensando em morrer. Doenças. Bipolaridade. Dependência Química. A verdade é que não sabemos o quê originou tudo isso, o quê me tornou aquilo que sou hoje, mas sabemos o que posso me vir a me tornar. E eu não quero isso.

Como deve ter ficado claro para vocês, eu não sei o quê quero realmente, o quê penso mesmo a respeito de tudo isso, mas sei que cansei de escrever.

Beijos aos que lerem.

Trazer à Luz... ››

terça-feira, 6 de julho de 2010

Primeiro Comentário!!! Gostei!

Postando apenas para comemorar o primeiro comentário que fizeram aqui no meu blog. Não sei se foi a primeira pessoa que leu meu blog, mas foi a primeira que se manifestou e isso me deixa muito feliz. Dá uma sensação boa saber que alguém leu o quê você escreveu.

O outro motivo pelo qual estou postando é somente para dizer que estou vivo e bem. Aliás, é justamente por estar bem que não tenho escrito ultimamente. Quando estou “estável”, digamos assim, tenho uma preguiça enorme de escrever e para ser bem sincero, não sinto a mínima inspiração para isso. É como se não tivesse matéria prima para uma boa postagem. Cheguei a essa conclusão faz um tempo, que a matéria prima daquilo que produzo, seja um texto, um relato ou uma poesia, é sempre meu sofrimento, é aquela dor na alma que certas vezes me aflige.

Bom, cansei de escrever. Quando estou bem, canso muito rápido, hehehe. E além do mais, agora é de manhã, e durante a manhã ainda estou excessivamente sob o efeito do antipsicótico que tomei na noite anterior, portanto não tenho vontade de fazer praticamente nada. Aliás, não é nem vontade que me falta, é que me sinto meio incapaz mesmo. Não consigo assistir TV, escrever, consigo apenas mal e mal mexer no computador. De repente à noite volto e completo esse post.

Trazer à Luz... ››

sexta-feira, 18 de junho de 2010

Opção

Estou me sentindo mal. Estou escrevendo na intenção de melhorar.

Agora tem dado para acontecer isso, quando chega o fim da tarde dou uma virada de humor. Ou daria para chamar de queda de humor, se fossemos classificar meu humor por meio de um gráfico. É como se durante parte do dia ele se mantivesse estável, numa linha reta. Esse seria meu humor normal, quando estou bem, ou melhor, quando estou estável. Acima dessa linha reta fica a euforia, quando me sinto ótimo, mais acima ainda fica a “mania” quando me sinto tão ótimo, tão energizado, tão falante, tão exaltado que chega a ser algo angustiante e levemente perigoso para mim. Abaixo da linha da linha do normal fica a sensação que vou chamar de leve depressão, na falta de um nome melhor. Quando estou nela sinto o que estou sentindo agora, uma sensação muito desagradável, sem motivo definido, mas que é extremamente irritante, pois nada faz ela passar e não consigo fazer quase nada quando sinto ela. Não consigo assistir TV, ver um filme, ficar sentado quieto com meus pensamentos. Na maioria das vezes, quando me sinto assim, fico na internet, no Orkut, em comunidades, lendo, comentando. Mas continuo a me sentir mal, até porque a internet é uma coisa meio compulsiva para mim, então me causa aquela sensação levemente desagradável de quando estamos cedendo a uma compulsão, que se soma ao que já sentia antes e deixa eu me sentindo pior ainda, mas ao menos, ocupado com algo. Ajuda a esperar até a hora da janta, que é quando eu tomo minha segunda e mais pesada dose de medicamentos do dia. É a hora que tomo uma dose alta de regulador de humor, mais uma dose alta antipsicótico. O antipsicótico me dá sono, mais ou menos umas 3 horas depois que eu tomo ele, então quando começo a melhorar de humor, mal consigo me agüentar de pé e acabo dormindo. No outro dia acordo bem, como se o dia anterior nem tivesse acontecido e começa tudo de novo. Voltando ao gráfico, ainda mais abaixo da linha do normal, bem mais abaixo, fica a depressão profunda, que já me pegou algumas vezes, mas dela prefiro falar em outro momento.

Agora a verdade chata: Eu estou mal por opção. Eu já falei dessas mudanças de humor para meu psiquiatra e ele quis aumentar a dose do antipsicótico que eu tomo. Eu é que não quis. Primeiro eu não entendia por que aumentar a dose de antipsicótico se estou tendo sintomas de humor, daí ele me explicou que o antipsicótico não me impede apenas de ter surtos psicóticos e me ajuda a conseguir dormir durante na noite, ele na verdade também tem função de auxiliar na regulação do meu humor. Só que esse antipsicótico, apesar ser o que menos tem efeitos colaterais entre os que já tomei (teve um que me fez pular dos 75 para os 100 Kg, tendo 1,81m), ele ainda tem muitos. Quando tomo ele em doses altas, posso ir desde de mijar na cama devido a alta sedação, a dormir até o meio-dia em pleno dia de semana. Porra, eu estou desempregado, com 26 anos e morando na casa dos pais, digamos que mijar na cama e dormir até o meio-dia não ajudam a minha relação com meus pais, com meu pai em especial. Além desses efeitos, mesmo que consigam me acordar de manhã, eu me sinto tão, mas tão sem forças, que é como se fosse desmaiar a qualquer momento, ou quando tenho que caminhar, parece que minhas pernas em instantes vão ceder sob meu peso por falta de forças para sustentá-lo. E é horrível você caminhar sentindo isso, é horrível fazer qualquer coisa sentindo esses sintomas.

Perguntei se ele não poderia aumentar apenas o regulador de humor, mas ele disse que já estamos numa dose altíssima de acordo com meus exames de sangue. Mas conversei tanto com ele, explicando isso que expliquei acima para vocês, que ele olhou melhor os exames que ele concordou em aumentar apenas o regulador, mas salientou que eu estaria então a dose máxima que eu posso tomar desse medicamento sem que ele faça mal para mim. Uma hora eu tenho que perguntar para ele o que aconteceria se eu excedesse essa dose máxima do medicamento. Acreditam que nunca fiz essa pergunta? Só me ocorreu agora, e me deixou curioso. Como o exame que faço para esse medicamento é um exame de sangue que mede o nivel de Ácido Valpróico no mesmo, acho que esse tal de ácido se tornaria tóxico para mim, mas e depois? Bom, depois descobrirei falando com meu psiquiatra, o que importa agora, é que mesmo esse aumento do regulador não segurou minhas mudanças de humor. Não funcionou.

Para piorar tudo, meu psiquiatra recebeu um proposta de trabalho que fez ele sair do local pelo qual ele me atendia, então agora vou ter consultar com o novo psiquiatra que eu nem conheço ainda. Estou decidindo ainda o que vou fazer. Esse novo psiquiatra já deve estar a par do meu caso, pois eles fazem reuniões e discutem os casos antes de um sair e o outro entrar. Sei que o novo inclusive teve uma reunião em que minha psicóloga esteve presente e tudo, mas não sei exatamente até onde eles discutem os casos, a que profundidade vão e etc. Mas sei que ele tem uma ficha minha, que relata desde o início do meu tratamento. Agora fiquei imaginado como o meu caso é visto no local onde faço terapia. Por lá é um centro de estudos também. Será que meu caso é “interessante” será que foi debatido de alguma forma que mantivesse meu anonimato, mas ensinasse algo a alguém? Será que estou no Hall de doenças incomuns de lá? Será que eles tem outros esquizoafetivos bipolares por lá? Fugi do assunto. Voltarei em novo parágrafo, por que hoje estou escrevendo parágrafos muito longos.

VOLTANDO. Não sei se vou falar ao novo psiquiatra sobre o fato de minhas mudanças de humor terem continuado. E mesmo se falar, não pretendo aumentar a dose de antipsicótico. Por isso eu disse que estou mal por opção. Nesse caso tenho duas opções, aumentar o antipsicótico, e deixar de ter as oscilações de humor, mas arrumar um monte de incomodações com maus pais para o meu lado, ou não aumentar porra nenhuma e tentar conviver com essas oscilações e quedas bruscas de humor. E pelo menos por hoje, acho que decido pela segunda opção.

Bom minha gente, cansei de escrever. Por hoje fico por aqui. Ser alguém estiver lendo isso (sei que não estão), estiver preocupado (sei que não estão), ou estiver desejando que eu piore e me mate de uma vez (se alguém leu mesmo, muito provável), saibam que estou me sentindo um pouco melhor depois de ter escrito tudo isso. Não completamente, mas digamos que a sensação opressiva no peito está menor, e acho que agora até consigo ver um pouco de TV. Além do mais, chegou a hora da janta e já vou tomar meus remédios. Beijos e até a próxima.

P.S.: Eu sei que disse que ia postar coisas antigas, mas hoje (de novo) senti necessidade de colocar meus sentimentos para fora. Acho acabarei nunca postando realmente as coisas da época do surto, vamos ver. Desculpem por possíveis erros de ortografia, gramática, e português em geral.

Trazer à Luz... ››

sexta-feira, 11 de junho de 2010

Ansiedade, Rivotril e Perspectiva

Olá. Estou passando porque depois da minha última postagem, vocês (se alguém realmente leu) devem achar que minha vida é uma merda. Ou então que faço drama por qualquer coisa. Bem, as coisas não são bem assim.
Na verdade não é que minha vida realmente seja uma merda, nem que eu seja dramático desnecessariamente, é que por algum motivo eu SINTO as coisas de forma dramática. Quando sinto dor, amor, ódio, culpa, raiva, ciúmes, por exemplo, os sinto desmesuradamente, de modo que perco a perspectiva.
Ao final do meu último post, eu melhorei apenas porque o escrevi, de outra forma eu teria continuado o resto da noite sofrendo e provavelmente teria dificuldades de dormir, pois todos aqueles pensamentos voltariam quando eu fechasse os olhos, para me assombrar e não me deixar descansar em paz. Sei disso porque vária outras vezes foii assim que aconteceu.
Escrever me devolve aquilo que os sentimentos obsessivos me tiram: a perspectiva.
À medida que vou escrevendo (e lendo o que escrevi) passo a conseguir ver as coisas de um outro ângulo, menos emocional e mais racional, pois meu cérebro volta a trabalhar. Não estou mais escravo dos meus sentimentos. Por isso é uma terapia. É isso que se faz numa terapia (pelo menos na minha com minha psicóloga é assim), buscamos uma nova perspectiva (de novo essa palavra). Nós falamos dos problemas, para que possamos ouvir aquilo que nós mesmos estamos falando, e assim, com a ajuda de nossas mentes e do psicólogo, possamos enxergá-los de outra ótica, mais realista, e quem sabe, talvez, consigamos solucioná-los. Caso não consigamos solucioná-los, pelo menos poderemos encontrar uma forma mais saudável de lidar com eles.
Não que eu seja um expert nisso. Para falar a verdade, estou tão calmo e sereno devido a uma cápsula de Rivotril que tomei mais cedo. Rivotril é um ansiolítico, a base de clonazepam, que eu tomo porque depois do primeiro surto psicótico que tive, comecei a ter também algumas crises de ansiedade. Não uma ansiedade normal, boa, daquelas que dá um pouco antes de algo especial ou importante ocorrer, mas uma ansiedade desagradável, difícil de lidar, muitas vezes surgida sem motivo nenhum, daquelas que chega a dar um frio na boca do estômago.
Atualmente tomo Rivotril muito raramente, pois as crises de ansiedade diminuíram bastante nesses últimos meses, graças a Deus. Tomei hoje porque tive uma das crises, depois que fui avisado que meu currículo foi pré-selecionado para uma entrevista a um emprego que quero. Ou não quero, não sei ainda. Sei que o correto teria sido eu ficar super feliz, do jeito que andam as coisas hoje em dia, mas tenho muitos conflitos em relação a trabalho, muitos medos (com fundamentos, devido ao meu passado nessa área) e essa entrevista despertou tudo isso.
Um medo meu é de ter um ataque de ansiedade DURANTE a entrevista. Já pensaram? Eu começo a tremer, o coração parece ficar disparado, suor nas mãos, axilas, rosto vermelho e afogueado e o cara lá sem entender nada. “O senhor me desculpe, é que estou tendo um ataque de ansiedade, deixa só eu tomar esse ansiolítico que passa num instantinho.”
O outro medo é de conseguir o emprego. Minhas experiências passadas com trabalho não são da melhores. Digamos que eu não funciona muito bem quando estou trabalhando. Sabe todo aquele stress que a gente sente quando trabalha? Eu tb sinto, só que da mesma forma como sinto todo o resto, de modo DESMESURADO. É horrível, e se tem muita pressão em cima de mim sinto vontade de morrer. Literalmente, não estou brincando, quer ver o meu lado suicida, me coloca a trabalhar. Todos os dias, durante o trabalho e principalmente depois, eu vou pensar seriamente se devo continuar vivendo ou não. E sabem, depois que eu tentei me suicidar, apesar de não ter dado certo, eu vi que é uma coisa fácil de fazer se você planejar bem. Na hora que você decide realmente fazer, fica muito simples, pelo menos comigo foi assim. Depois de tomada a resolução, eu não sentia mais dor nem nada, era como se os problemas já estivessem resolvidos. Eu era apenas um homem com uma missão. O que deu errado, foi que o medicamento que eu achava que ia me matar por ser tarja preta, na verdade só mata em quantidades realmente absurdas, que eu não tinha disponível.
Depois disso descobri que:
1 - Medicamentos tarja preta não são tarja preta porque matam com facilidade, mas sim porque viciam. Para morrer às vezes é muito melhor um tarja vermelha.
2 – Ritalina misturada com vinho funciona no corpo quase como cocaína, e se você tomar mais do que uma caixa você vai ter a maior “ligadeira” da sua vida. Deve ser útil em festas Rave. Pena que no dia seguinte eu estava em choque demais para aproveitar a viagem. (Estou brincando sobre o aproveitar a viagem) ( Ou não estou, sei lá, adoro viagens causadas por substâncias, apesar de um dia ter usado cocaína e não ter gostado muito)
3 – Leia a bula do medicamento que você vai usar no suicídio. E se possível, use uma calculadora para saber que dose vai precisar. Às vezes eles escrevem até que superdose ele já foi testado e é seguro o remédio. Hoje em dia eu já sei qual remédio usaria e qual dose aproximada que não é segura.
Bom, mas saindo dessa morbidez, vamos voltar ao assunto do trabalho. Além das ideações suicidas, para não me matar e continuar a trabalhar, eu achei outro expediente no passado: Fumar maconha ou beber. Todos os dias, depois de trabalhar, eu fumava minha maconha. Cada vez em maior quantidade. Nas épocas que por algum motivo resolvia largar a maconha, ou acontecia como aconteceu da vez em que tentei me matar, um pouco depois de cair numa depressão em que eu parecia carregar todas as dores do mundo sobre meus ombros, ou eu bebia. Muito. Todos os dias. Vinho Tinto Suave, porque só gosto de bebida doce. Ou melhor, nem gosto de bebida alcoólica, na verdade bebo apenas as que acho menos intragáveis e tenho consciência que é apenas pelo “barato”que elas me causam. Pela fuga da pressão, da dor, dos pensamentos suicidas e das outras coisas que me afligem.
Então, esses são os motivos pelo quais eu fiquei ansioso hoje em relação à entrevista. E provavelmente amanhã também terei outro ataque quando a entrevista se aproximar. Talvez o jeito seja eu tomar um Rivotril antes da entrevista. Apesar de eu não gostar de usar o Rivotril, por ele poder causar dependência, acho que não devo arriscar um emprego por não tê-lo tomado. Além do mais, quando tomo ele, sinto que minha mente fica mais clara. Vamos esperar e ver como estarei amanhã algumas horas antes da entrevista. Talvez não precise. Vou pensar ainda sobre o assunto.
E era isso gente. Fico por aqui. Beijos aos que lerem.
P.S.: Eu sei que disse que ia postar coisas antigas, mas hoje (de novo) senti necessidade de colocar meus sentimentos para fora. Desculpem por possíveis erros de ortografia, gramática, e português em geral.
Trazer à Luz... ››

segunda-feira, 7 de junho de 2010

AI QUE MERDA!!

Dia horrível. Descobri o novo Orkut da criatura. Aliás, descobri que ele fez um novo Orkut, porque antes de hoje nem sabia se ele tinha feito ou não. Explicando: Rotineiramente, de alguns em alguns dias, eu fuço no Orkut das “pessoas chave” que ele tinha no Orkut dele, que eu favoritei os links para fuçar, imaginando que ele em algum momento ia fazer um Orkut novo (ele "limpou" tudo do antigo) e adicionar algumas delas. Meses se passaram e hoje lá fui eu e BINGO!

Só que isso não é bom. Isso é péssimo.

Estou me sentindo mal, de uma forma quase física devido a esse fato que ocorreu. Ou melhor, devido a estar longe dele. A não poder tocar nele, abraçar ele, beijar ele, fazer amor com ele. Ele ainda tem esse poder sobre mim, apenas pensar nele, ver em minha mente seu rosto, já me faz tremer numa ânsia devoradora que faz eu me sentir mal, péssimo, horrível.

Gente, em outubro, agora de 2010, vai fazer 2 anos que eu terminei com ele! É impossível que as coisas que ele provoca em mim, as coisas que eu sinto por ele, durem para sempre! Quero odiar ele, desprezar, sentir raiva, indiferença, qualquer coisa, mas não amor! Não agüento mais amar ele, dói demais eu sempre sofro, sofro quando estou com ele e sofro mais ainda quando me afasto.

Eu me sinto doente, isso é uma doença, ELE é uma doença, e como pode alguém amar uma doença? Sentir êxtase quando essa doença toma seu corpo?

E agora me acontece isso. Eu sei que eu procurei, mas juro que achei que fosse ser só mais uma busca infrutífera, foi quase que puro hábito (mau hábito), eu não esperava encontrar lá ele, com foto e tudo. E logo agora que eu achava que estava me curando. Logo agora que já doía um pouco menos pensar no passado, logo agora que eu já não pensava nele 100 vezes ao dia. Tinha dias, ultimamente, que eu nem pensava nele. Estava num caminho tão bom. E daí, hoje não resisti, depois de fuçar no Orkut dele inteiro, ver todos os amigos homens (procurando um possível namorado novo, mas só achei amigos da Igreja dele, pelo jeito ele não me mentiu na última vez que nos falamos e está firme e forte na sua fé cristã de Adventista do Sétimo Dia), ver todas as comunidades, fotos abertas e tudo mais, lá foi o Anjo Rebelde e ligou para ele.Da primeira vez chamou algumas vezes e a chamada foi interrompida. Da segunda vez chamou menos vezes e já interrompeu e foi para a caixa postal. Da terceira vez caiu direto na caixa postal. Ainda tentei a casa onde ele mora com os pais (não, ele não é novinho, é mais velho que eu, tem 32 anos), mas não foi ele quem atendeu e não tive coragem de falar com eles. Eu sei que eles me odeiam, consideram que fui eu que levei o filho deles para o caminho da perdição, na verdade, sem brincadeira, eles acham que estou a serviço do Diabo. Talvez que eu sou o Diabo ou tenho o Diabo dentro de mim, alguma coisa do gênero. A própria criatura já me disse isso uma vez pelo MSN, alguns meses depois de eu ter terminado com ele, quando entrei em contato.

Palavra exatas dita por ele: “sim, de fato tu não é mau... mas está a serviço da maldade ou daquele q representa a maldade e eu já te disse e continuarei até o fim da minha vida te repetindo: enquanto tu não deixar de trabalhar para o diabo, ainda por cima de graça, e tendo como recompensa a morte eterna, tu nunca estará definitivamente salvo e liberto dessa escravidão e trevas q a vida lá fora oferece e por anos tu viveu e vivenciou”

Adoro essa frase que ele me disse, me sinto a própria serpente no Jardim do Éden tentando Adão e Eva. Ou melhor, segundo a minha psicóloga, para o meu ex e a família dele, eu sou a própria maçã. Eu já pude constatar que isso é verdade, é por isso que ele tem tanto horror de falar comigo hoje em dia. As vezes que falamos e nos encontramos pessoalmente depois de nossa separação, digamos que, devido a mim, ele não foi tão puro e casto quanto queria ser e quanto a religião dele exige. Não vou mentir, cada vez que seduzo ele e consigo o aquilo que meu corpo anseia (e o dele também, mesmo contra a vontade de cristão do indivíduo) me sinto poderoso, minha auto-estima bate recordes. Mas a verdade é que depois me sinto vazio, por que sei que apesar de ter conseguido ter ele naquele momento, ele agora está mergulhado demais em culpas cristãs, passagens da Bíblia, noções de pecado, Céu, Inferno, Apocalipse e julgamento final, para me dar o seu amor. Logo ele, que por cinco anos me amou quase cegamente, agora é incapaz de me amar. Eu só domino o corpo dele; a alma dele, a mente dele, pertence àquela PORRA DE RELIGIÃO CASTRADORA!!!

Mas esqueçam. As coisas de que falei agora a pouco devem se tornar passado, já fazia mais de 3 meses que não procurava ele, e vou aproveitar que hoje ele não me atendeu para não voltar a procurar. EU AMO ELE, mas ele me faz mal. Vocês sabem aquele namorado que seus pais odeiam, seus amigos não gostam, e que todos, até sua psicóloga que conhece ele, conhece você e sabe TUDO sobre o relacionamento dos dois, dizem para você: Fica longe dele, ele te faz mal.

Pois é, é ele.

Estou me sentindo um pouco melhor agora, depois de ter escrito esse texto. Ia falar para vocês de outra coisa que tinha acontecido antes de eu encontrar o tal do Orkut novo, mas estou meio cansado de escrever e vou contar então rapidamente.

É que ontem e hoje por duas vezes fui cruel, muito cruel com um amigo meu do coração. Às vezes me acontece isso, quando há um conflito de opiniões e se eu sei que a minha está mais correta, eu discuto, debato, e quando a pessoa é teimosa e não aceita que está errada, nem sempre, mas algumas vezes, eu perco a razão falando algo extremamente cruel, mas pertinente ao assunto, que cala a boca da outra pessoa, que fica ferida e estarrecida por achar que eu jamais diria algo assim. Tipo, as pessoas realmente não esperam esse tipo de coisa de mim. E o pior, é que nem eu achava que eu diria algo como as coisas que acabo falando. É como se eu perdesse o controle sobre o que sai da minha boca momentaneamente. Depois fico cheio de culpa, me sinto horrível e acabo pedindo desculpas, mas é só depois de um certo tempo Na hora eu me sinto ótimo, sadicamente ótimo.

Por isso Luz e Sombras o nome do BLOG. Por quê é como eu me sinto por dentro. É como se eu tivesse uma luz muito forte dentro de mim, mas também tivesse uma escuridão, enorme, terrível, que está sempre tentando engolir aquela luz e que às vezes consegue. Daí eu fico, ou deprimido, ou paranóico, às vezes cruel, malvado e sádico. Mas depois a Luz volta a brilhar e tudo muda e eu tenho que lidar com as atitudes que tomei quando estava no escuro.

Hoje quando comecei a escrever esse texto eu estava nas sombras. Agora, acho que estou começando a enxergar novamente a luz. E tenho desculpas a pedir para uma certa pessoa muito querida. Fico por aqui. Beijos aos que lerem.

P.S.: Eu sei que disse que ia postar coisas antigas, mas hoje senti necessidade colocar meus sentimentos para fora. Desculpem por possíveis erros de ortografia, gramática e português em geral.

Trazer à Luz... ››

domingo, 6 de junho de 2010

First!

Como começar? Tenho um pouco de (MUITA) preguiça de começar do início, estilo “1984, eu nasci” e por aí vai.
Então vamos partir do motivo que me leva a estar escrevendo isso:
Quero um público. Preciso de um público. Algo leva-me a querer me expor, com minhas imperfeições e erros, virtudes e acertos.
Amo e odeio escrever. Já comecei diversos diários por conta própria, mas acabo cansando. Já comecei um diário por recomendação da minha psicóloga, que acha que escrevo bem e que devo praticar de alguma forma, inclusive por motivos terapêuticos, mas também cansei de escrever depois de um tempo. Minha esperança é tendo leitores para aquilo que escrevo, algo mude e eu consiga dar uma continuidade ao que escrevo. Vai ser bom para mim dar continuidade a ALGUMA COISA em minha vida.
Logo que começarem a ler as coisas que escreverei aqui sobre eu e minha vida, talvez vocês cheguem às mesmas conclusões a que chego de vez em quando: De quê eu sou patético, minha vida é patética e que eu deveria, talvez, ter morrido na primeira tentativa de suicídio séria que tive. Talvez vocês nunca mais voltem aqui para ler o que escrevo. Ou talvez vocês resolvam voltar. Mas de qualquer forma eu terei a ilusão de que tenho um público e que minha vida de alguma forma é mais importante e interessante do que realmente é.
Eu sou aqui o Anjo Rebelde. Não digo meu nome verdadeiro por motivos que ficarão óbvios se vocês se tornarem leitores das coisas que escrevo. Quero poder me expor completamente, mas seguro de que ninguém sabe realmente quem sou eu fora daqui. E, às vezes, terei motivo para sentir vergonha e com certeza a sentirei, mas vai ser menor se souber que ninguém me conhece no mundo lá fora.
Escolhi “Anjo Rebelde” porque, por alguma razão, me agrada a idéia de anjos que se rebelaram contra um ser superior, ainda por cima supremo e forma expulsos do paraíso, condenados a viver na Terra pelo resto da eternidade, que sofrem muito mais do que uma pessoa comum por estarem aqui, pois eles pois REALMENTE CONHECERAM um lugar muito melhor do que este em que vivemos e, talvez diferentemente de nós, eles sabem que estão condenados a nunca voltarem para lá. Deus é bondade e amor e justiça, mas não perdão. Se ele o condenar, mantém a condenação até o fim. Pelo menos é o que eu acho.
Bom, continuando minha apresentação, vou falar de algo que parece ser aquilo a que minha vida se resume nos últimos 3 anos: TRANSTORNO ESQUIZOAFETIVO.
Se alguém me perguntar o que eu sou atualmente, responderei que sou um esquizoafetivo. Se me pedir para complementar, vou dizer também que sou um dependente químico em recuperação e que tenho traços de personalidade borderline.
Infelizmente a verdade é que minha vida no momento parece ser apenas meu quadro clínico psiquiátrico. Nem sempre isso foi assim. Ou talvez tenha sido, não tenho muita certeza. Mas acho que ela ficou assim mesmo faz mais ou menos 3 anos, que foi quando tive meu primeiro surto psicótico, com tudo a que tinha direito, de alucinações visuais de pessoas me perseguindo, conspirações armadas contra mim, a até ouvir como se fossem vozes os pensamentos da outras pessoas. Tipo, óbvio que depois disso, minha vida deu uma “leve” mudada, né?
Mas vou falar disso melhor outra hora. Cansei de escrever.
Para finalizar, aviso que minhas próximas postagens serão de coisas que escrevi em 2007, um pouco depois de surtar. Talvez eu faça alguns comentários sobre o que escrevi, mas em resumo vai ser o diário que minha psicóloga me recomendou que fizesse como uma forma de terapia. Depois que terminar de postar aquelas coisas, pretendo postar coisas novas, com a regularidade que meu humor inconstante permitir.
Por hoje fico por aqui, beijos a quem ler.
P.S.: Desculpem por possíveis erros de ortografia, gramática e português em geral.
Trazer à Luz... ››