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sábado, 7 de maio de 2016

Dieta (Caminho Fácil)



Sabem, para mim que estou em processo de emagrecimento, existem variás reflexões que faço silenciosamente em minha cabeça. Uma delas, é que as pessoas adoram dizer, pelo fato de você ter escolhido para emagrecer um “método diferente” daquilo que costuma se apregoar por aí como “método correto”, que você escolheu o caminho mais fácil. O pior é que às vezes os próprios seguidores e incentivadores, “criadores” ou “descobridores” do método alternativo, talvez para fins publicitários, dizem que é fácil.

Mas não é. Se fosse, estaríamos todos magros e jamais ninguém voltaria a engordar. A verdade é que nada que vale a pena é fácil. Não estou dizendo que não tenha suas compensações, nem que não existem (ás vezes mais em um método que em outro) momentos em que é prazeroso. Mas ser prazeroso e recompensador não quer dizer que seja fácil. 

A dificuldade existe e é bem real ali no nosso dia a dia. Seja lá qual Dieta, Reeducação, Plano Alimentar ou Abordagem Nutricional for.Todas exigem mudanças, não só da forma de nos alimentarmos, mas comportamentais. Caso contrário, já estaríamos magros e não teríamos de seguir nenhuma das opções que listei. 

Todas exigem empenho, força, coragem e muita disciplina. Também temos que abdicar de muitas coisas. Cada uma sabe do que precisou abrir mão . Mas não conheço ninguém que tenha mudado a alimentação e emagrecido sem abdicar de algo. Ou seja, fácil não é. Todas são difíceis e, o quão difícil é para cada pessoa, depende de QUEM é a pessoa e QUAL é o método. Pois outra coisa que descobri é justamente que não existe um método correto para todo mundo. Alimentação é MUITO subjetiva. Mudanças na alimentação então, MUITO MAIS ainda.

Então, penso que a pessoa não devia condenar alguém por tentar um método que ela tentou sem sucesso ou que é diferente daquele que funcionou para ela. Nem dizer que esse alguém escolheu o caminho mais fácil. Cada um sabe de seu esforço, suas lutas e do grau de dificuldade delas. Também sabe das suas recompensas, claro. E ninguém é igual a ninguém. 

Outro julgamento que fazem, é que ser gordo é fácil, é ser acomodado e preguiçoso por aí vai. Mas só quem é gordo sabe como é difícil, sofrido e doloroso, ser gordo. Como tudo na vida tem suas compensações, mas também existe um lado extremamente sombrio e triste na vida mesmo do mais alegre dos gordinhos. 

E é isso. Não existe fórmula mágica para emagrecer sem dificuldade ou esforço. Existe é descobrir o método que mais se adequa a cada um, suas necessidades, gostos, estilo de vida e todas as demais características que formam sua vida, para que seus esforços e luta sejam compensadores. 



Beijos aos que lerem.
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sexta-feira, 22 de abril de 2016

Quase Tragicômico (Compreensão)




É triste e engraçado. Quase tragicômico. A gatinha branca, sem nenhum motivo aparente, começa a miar, e miar e miar, a correr pela casa e, de repente, pára próximo à porta da área e me olha com olhar questionador (Cadê ela? Ela costumava estar sempre aqui!), num apelo que de mudo não tem nada (Traz ela de volta!), e, por fim, de censura (Tu colocou ela na “casinha do sumiço”, levou embora e ela nunca mais voltou!). 

Depois corre de novo, desta vez para a frente do meu roupeiro, e mia, um miado desesperado, e novamente me olha, com olhar de censura, de apelo, de esperança, como se eu estivesse mantendo a Sarah no roupeiro por quase duas semanas. Roupeiro que a Sarah costumava abrir e entrar, e que eu, distraído, fechava por achar que tinha esquecido de fazê-lo. E roupeiro ao qual a Lana parava em frente, miando, até que eu fosse lá e tirasse de lá a sua maninha, que dormia tranquilamente aconchegada em minhas roupas. Só que agora, eu abro o roupeiro e a Lana olha para dentro e não encontra sua irmã. E o desespero, a saudade, tristeza, a falta e a recriminação a mim, que levei a Sarah embora, dominam ainda mais seus miados até que ela cansa e sofre em silêncio, tentando aceitar que agora, ao menos por enquanto, o único carinho que terá será o meu e dos meus pais, irmãos e sobrinhos.

Mas não adianta, pois ela é apenas uma gatinha, e mesmo eu tendo explicado tudo para ela, ela não entende. Não está no nível de compreensão. Pelo menos agora. Pelo menos enquanto ela chora. Pelo menos enquanto durar seu luto. Como nós, ela não quer deixar a Sarah partir. Ela não pode aceitar. Sente a ausência dela, mas, assim como acontece conosco, ela não entende e nem quer entender. Por que ela a amava de todo coração. O tipo de amor mais puro que pode existir. O amor inocente, de um inocente por outro inocente. De irmãs.

Por fim, ela desiste. Ela não pode trazer a mana de volta. Talvez isso ela já entenda. E vai, pára próximo à porta da área novamente, e se abraça ao paninho onde Sarah dormia, que ainda tem o cheiro dela. E brinca com o pano como se estivesse brincando com a irmã, mordendo e patinhando com as patas de trás...

Como eu disse, em alguns momentos é cômico, mas no geral é triste. Triste e enternecedor e doloroso para os envolvidos. Mas tenho que aguentar, dando a ela o maior suporte, carinho e amor possível. Aquele tipo de amor que Cura. Assim como elas, com seu amor, me curaram um dia.

Beijos aos que lerem.
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