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domingo, 4 de setembro de 2016

A Feira (Cura da Solidão)




Estou me sentindo triste e decepcionado.

Conheci um carinha no BADOO, um aplicativo de relacionamentos, para namoro e pegação. Hoje em dia é mais difícil de encontrar aplicativos só para namoros que tenha algum movimento, não apenas aquelas bolas de poeira do deserto. Pelo menos nos que experimentei. Ou então , mesmo sendo direcionado para namoro, você conhece o cara e a primeira coisa que ele faz é mostrar a foto do pau. Portanto uso esse aplicativo, Badoo, que é diversificado.

Mas daí, esse cara me deu “oi” nesse site de relacionamentos.. A partir daí começamos a conversar e, eu confesso, me empolguei muito mesmo. De verdade e com aquilo que pareciam bons motivos. Ele é um doce. Alto (quase minha altura), Tem a lot de pêlos nos peito (vi pela abertura da camisa dele, é divertido, tendo me feito rir o tempo inteiro desde que o conheci. Quinta feira de noite cheguei a incomodar os vizinhos, pois ri até a hora de dormir. E eu adoro rir, aquele riso genuíno e sem esforço, e isso me deixou muito feliz e ENCANTADO.

Além dele ser bonito e divertido, ele também é artista plástico, com objetivo de cursar artes na universidade federal! Trabalha como gerente numa loja de bebês (own) e, ainda que não o conheça pessoalmente, enxerguei nele (pode estar apenas nos meus olhos e percepção a coisa toda) um sorriso, calor humano, instinto protetor e uma sensação de que estarei em segurança, tudo isso num hard level filho da puta.

Só hoje, sábado, véspera do dia que iamos nos encontrar, após dois dias conversando, íamos combinar a saída. E é claro que imaginei que ficariamos, já que ele também demonstrou com palavras e atitudes, inclusive antes de mim, que também sentia isso, que era recíproco (seria isso aqueles joguinhos babacas que muitos caras fazem?). Ontem a noite cheguei a narrar um “conto erótico” para ele, pelo telefone, para vocês terem idéia. E sabe, talvez seja isso que tenha feito ele mudar a visão de mim, mesmo que injustamente. Digamos que mesmo ele tendo me dito o contrário, ele sente que eu me desvalorizei fazendo o que fiz.

Pois chego a conclusão, depois do que ele me disse hoje, que é tudo um grande mercado, uma Feira.

Não é hipocrisia o fato de eu falar isso, apesar de eu já ter agido conforme esse padrão, pois eu não sinto mais dessa forma e creio que agora enxergo de verdade como é essa coisa de “ficar sem compromisso ou exclusividade”. Sabe? Tu fica comigo, e quando não estamos perto eu fico com outro e cada um fica com quem quiser. 

É como se todos fossem degustadores e degustação ao mesmo tempo. E vão de banca em banca dessa imensa feira humana, degustando, cuspindo o que não lhes agradou, provando pela segunda vez algo que acharam gostosinho (mas não o suficiente para comprar), esperando um dia encontrar aquilo que se quer ter disponível para degustar o resto da vida. Ou até mudar de paladar e preferir procurar algum "produto" mais fresco, novo. 

O que me deixa realmente chateado, é saber que para essa pessoa, que não aceita estar só comigo durante o período que ficaríamos, eu não valho recusar por alguns dias, beijos ou trepadas com outras pessoas.

Algo em mim, sinaliza para ele, que me conhecer, ficar comigo não vale a pena, não vale o sacrificio de abdicar de alguns dias ficando com mais gente.

Mas bom, se eu não valho o sacrifício, fico pensando o que esse texto, principalmente a última parte, e a atitude dele fala sobre ele. O que será que ele vale nesse imenso Mercado de gente em busca (HAHAHAHAAHAHAHHA, faça-me rir) da “CURA” da solidão.

As pessoas reclamam de serem tratadas como apenas mais um pedaço de carne, mas quando encontram alguém que vai na contramão dessa tendência, o que elas fazem? Como elas tratam esse alguém, senão perpetuando o mesmo sistema podre em voga. Triste.

Beijos aos lerem. E quem quiser comenta aí. ^-^
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terça-feira, 15 de setembro de 2015

Malévola e Amor




De todos os filmes da Disney que já assisti, creio que é Malévola o mais intrigante e instigante.Um filme que conta a história de uma personagem que, por quase todos é considerada uma vilã, mas que por aquela que realmente importava, além de vilã, também era considerada uma heroína. Malévola, em sua inocência, deixou-se levar por alguém que não merecia sua confiança, nem a revelação de seu ponto fraco e muito menos seu amor. Foi traída da pior forma possível, tendo sido não só roubada sua inocência, mas mutilada em suas asas, que eram seu diferencial dos humanos, símbolo de sua liberdade, de sua origem mágica e de sua pureza.

E, a partir disso, ela se torna um ser sombrio, amargo, triste, e (quase) totalmente solitário. Ocorrem, a partir de então, os acontecimentos do filme Bela Adormecida. Porém com algumas diferenças. Algumas “revelações”. Enquanto era criada pelas atrapalhadas Fadas Madrinhas, muitas vezes, Aurora não tinha os cuidados necessários devido à inexperiência e as trapalhadas das fadas. Mas alguém a espreita, nas sombras, muitas vezes a socorria. Alguém que Aurora adota como sua verdadeira Fada Madrinha. Malévola.

É interessante ver como são relativos e muitas vezes manipulados os conceitos de bem, mal, vilões e heróis.O filme mostra como não existe bem ou mal absoluto. Mostra como alguém pode ser herói, depois vilão, depois herói de novo. Ou bom, depois mau, depois bom novamente. Mas também mostra que existem coisas que são ABSOLUTAS, como alguns de nossos atos, às vezes. Certas coisas são IRREVERSÍVEIS. Malévola, depois de lançada maldição, tenta reverte-la, mas devido à sua própria escolha de palavras quando a lançou, não consegue. Isso não é possível, devido a IRREVERSILIDADE de certas escolhas que fazemos.

Mas no filme, no final, tudo acaba bem. No entanto, fica claro, que não por a maldição ter sido removida, mas sim porque ela se realizou até o final. Não foi por o feitiço te sido retirado e sim porque as principais pessoas envolvidas nele, tinham amor no coração. Sei que parece clichê mas acredito que o amor é o maior poder que existe no mundo atualmente. Não podemos voltar no tempo, mas podemos entregar nossos problemas nas mãos de algo maior do que nós, quando estamos de ”mãos atadas”. Certas coisas são irreversíveis. Não podem ser desfeitas, mas creio que podem sim, ser superados. Com Amor. Pois afinal, Deus é Amor, não?

Beijos aos que lerem.

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